Pessoas desaparecem por vários motivos.
Às vezes, por acidente.
Às vezes, de propósito.
Às vezes, criminosamente.
Mas é muito difícil que as pessoas sumam sem deixar nenhum tipo de pista.
E, quando isso acontece, quem fica para trás sente-se muito abandonado e desamparado. E o sentimento de vazio só passa quando descobre-se o motivo do abandono.
Mas e quando não fica ninguém para trás? Quando quem some não tem ninguém para procurar por ele?

Isso é uma dúvida que está prestes a ser respondida por um grupo de aventureiros. Por acaso, verdade, mas ainda assim será uma boa ação.

Pessoas vem desaparecendo das ruas de Baldur’s Gate. Pessoas que ninguém nota. Que ninguém sequer sabe que existem. Que só se percebe a ausência quando o espaço que ocupavam durante o dia inteiro de repente está vago e disponível para aquela caixa adicional de lixo. “Talvez tenham achado outro lugar para mendigar”, “Ainda bem, a cidade fica mais limpa desse jeito”, “Será que tomaram jeito na vida e arranjado uma ocupação”, são algumas das frases que se ouve falar nas ruas da cidade.
Mas tal ato vil sempre tende a agravar. E, em um certo momento, afetar aqueles que não são invisíveis socialmente. Quando a filha de um comerciante desaparece, rapidamente uma recompensa é ofertada e pessoas partem à sua procura. Resta ver se elas estão preparadas para o que vão descobrir…

Maré de Ferro

alessandronunes salesaoki